Uma boa amizade, dá saúde e faz crescer

“Sou teu amigo sim, sou teu amigo sim. Quando a vida, corre mal e tu ficas só e sentimental, (…) tu tens um amigo aqui”. Por muito cliché que seja a letra desta canção, diz muito a quem, como eu, cresceu nos anos 90 rodeada de filmes épicos da Disney e da Pixar. Toy Story, filme que eternizou aquela canção (para nós na versão portuguesa, claro), é um bom exemplo dessa panóplia de filmes. O que todos esses filmes de animação têm em comum? Muita coisa, é certo, mas uma delas é, mostrarem-nos a importância e força da amizade, das ligações mais genuínas que existem entre os laços humanos que se criam. À frente disso só ficam as ligações familiares, claro. Sim, coloco a amizade à frente do amor. Sabem porquê? Porquê sempre considero que um casal, mais do que pelo amor, tem de ser unido pela amizade, porque caso contrário, não vai resultar.

“Sou teu amigo sim, sou teu amigo sim. Quando a vida, corre mal e tu ficas só e sentimental, (…) tu tens um amigo aqui”

Isto tudo para lhe introduzir a temática que me traz de novo a este cantinho da internet onde partilhamos opiniões, histórias e notícias. Venho falar-vos sobre a amizade, porque a 30 de julho, caros internautas, se comemora o dia internacional da amizade.

Há tanto para dizer sobre este tema que é difícil decidir que rumo tomar, mas uma coisa é certa, vai ser uma crónica cheia de clichés. Quando penso na amizade, fico nostálgica e sinto um quentinho no coração, porque a vida trouxe-me pessoas incríveis às quais tenho o privilégio de chamar amigos e de contar verdadeiramente com eles. Alguns crescem connosco, outros ficam a meio caminho com os rumos que as nossas vidas tomam, mas todos nos marcam à sua maneira e ajudam a moldar quem somos.

Quem não teve aquele amigo ou amiga na infância com quem se queria passar todos os minutos possíveis a brincar? Eu posso logo começar por falar dos meus primos, cresci sempre muito perto deles, com brincadeiras sem fim. Horas a fio a jogar à bola na rua, a andar de bicicleta não era? E quem não teve aquele amigo ou amiga que era como um modelo para vocês e queriam ter tudo igual a ele(a)? Pobres pais que fazem tudo para nos ver felizes. Eu cheguei a querer cortar o cabelo como uma amiga minha de infância, e tanto quis que os meus pais me fizeram a vontade. Abri mão de um cabelo comprido com caracóis para um corte de cabelo pelos ombros, meio à tigela… tontices da idade e que hoje me fazem rir quando vejo as fotografias dessa altura. Sabem o que é mais giro ainda? É que passados tantos anos, se tivermos perdido o contacto com essas pessoas, quando as voltamos a encontrar, é bom refletir o quanto crescemos. Convosco também é assim? Infelizmente não consegui manter nenhuma amizade de infância, não houve oportunidade para isso. Depois dessa fase chegam os amigos da escola secundária, os amigos da faculdade e os amigos do trabalho.

“(…) mas os amigos da faculdade… olhem que o cliché é mesmo verdade, são para sempre!”

Vamos por partes. Os amigos da escola secundária também muitos acabam por se perder porque a vida acaba por nos afastar, mas os amigos da faculdade… olhem que o cliché é mesmo verdade, são para sempre! Os laços de amizade mais fortes que tenho são praticamente todos oriundos de amizades criadas na faculdade. Na minha perspetiva é uma questão de maturidade. Já estamos mais cientes de quem somos, dos caminhos que queremos seguir e de quem queremos ou não ao nosso lado e por isso é mais fácil perceber com que tipo de pessoas nos identificamos mais.

Estiveram na faculdade? Não sei se sentiram o mesmo mas, durante os anos de faculdade senti que os meus princípios se tornaram mais robustos e comecei a ter mais consciência dos meus limites e das minhas capacidades. E é por isso que acho que as amizades que se constroem na faculdade têm mais probabilidades de ser duradouras.

“Que tipo de amizade é a vossa? É como a de Timon e Pumba?”

Com o passar dos anos, a evolução da humanidade acabou por se refletir em muitas coisas, inclusive na amizade, também esse paradigma se alterou. Já não há ficar até tarde na rua a brincar e a mãe chamar ao longe pela janela para irmos jantar. Há sim amizades alimentadas por conversas na internet durante horas a fios. Os km’s percorridos nos campos de futebol ou pedalados na bicicleta traduziram-se em gigabites gastos a trocar fotografias e mensagens via internet. Olho para trás e fico grata por ter crescido antes de tudo isto.

Mas, queria deixar claro que temos de distinguir muito bem os amigos dos conhecidos. Não há mal nenhum em termos poucos amigos e muitos conhecidos, eu considero que é assim que faz sentido, o nosso círculo de amigos deve ser algo restrito, tipo uma seita sabem? Com a partilha de informações secretas, planos de grupo restritos… Mas como é que eu sei quem são os meus verdadeiros amigos? Vocês vão perceber quando chegarem os momentos certos. Quem concorda comigo? Eu saiba que ia ter muitas mãos no ar desse lado. É verdade, quando mais precisamos é que percebemos com quem podemos contar a 100%.

E depois temos os amigos do trabalho, com quem passamos mais tempo do que em casa, e a quem acabamos por confessar o nosso cansaço, as nossas frustrações diárias, as nossas conquistas, as nossas fraquezas.

“Que tipo de amizade é a vossa? (…) É como a da Dory e o Nemo?”

Esta crónica tem o propósito de vos deixar nostálgicos. Por aquele amigo de infância que já não vêm há mais de dez anos, por aquela história que vos faz rir sempre que estão juntos, por cada vez que foi necessário um ombro para chorar e esse vosso amigo/amiga esteve lá. Serve para que nunca nos esqueçamos de dar valor a quem nos quer bem e gosta de nós. Há quanto tempo não manda uma mensagem àquele amigo de longa data que só vê uma vez por ano porque anda sempre “sem tempo”? Há quanto tempo não marca um café com ele/ela para contar as novidades? Há quanto tempo não lhe agradece a amizade? Se há bons dias para isso? Todos são. Todos os dias devemos demonstrar aos outros o quanto eles nos são importantes, mas, o dia internacional da amizade é um dia especial. Aproveitem a deixa e mostrem aos vossos amigos o quanto eles são essenciais para a construção da pessoa que são.

Olhe à sua volta, pense num amigo. Que tipo de amizade é a vossa? É como a de Timon e Pumba? É como a da Dory e o Nemo? É como a de Tom & Jerry?

 

O dia internacional de amizade é todos os dias. Viva a amizade sem filtros.

” Que tipo de amizade é a vossa? (…) É como a de Tom & Jerry?”

Voltamos a encontrar-nos em breve, por entre linhas e sorrisos,

Margarida Gaspar

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Ser vegan ou ser vegetariano, é a mesma coisa?

Em abril, crónicas mil. Não era bem assim, mas também pode ser. Sejam bem-vindos a mais uma sessão de esclarecimento completamente gratuita.

Muito em voga têm estado os termos veganismo e vegetarianismo que trazem ainda muitas dúvidas. Será a mesma coisa?

Vai ficar a saber tudo nas linhas que se seguem.

Veganismo

Ser vegan é muito mais do que alterar a alimentação, acaba por ser um estilo de vida. Às refeições não há lugar para alimentos de origem animal como carne, peixe, ovos, leite e seus derivados, mel ou qualquer ingrediente que na composição tenha algo dessa origem.

No dia-a-dia excluem roupa, calçado, acessórios, móveis, tudo o que possa imaginar cuja pele seja animal. Por conseguinte também não utilizam produtos, como por exemplo cosméticos que tenham na composição ingredientes de origem animal, que tenham sido testados em animais ou que de alguma forma possam contribuir para a exploração animal.

A somar a tudo isto, não faz parte das atividades culturais dos veganos ir a eventos ou locais que envolvam animais, como circos, touradas, jardim zoológico, entre outros.

É um movimento que tem cada vez mais seguidores e até já existe o dia mundial do veganismo, celebrado a 1 de novembro.

Vegetarianismo

Então e ser vegetariano, o que é?

Ser vegetariano não é tão radical como ser vegan. Vegetarianismo envolve apenas alterações na alimentação, que se assemelha com a dos vegans, mas que poderá não ser tão rigorosa.

Há vários tipos de vegetarianos e, por norma, todos eles eliminam a carne e o peixe mas um ovo-lacto vegetariano, come vegetais, ovos, leite (derivados) e mel; um ovo-vegetariano elimina também o leite (derivados) mas consome vegetais, ovos e mel; e um lacto-vegetariano come vegetais, leite (derivados) e mel mas retira os ovos.

Ao contrário dos vegans, os vegetarianos continuam a utilizar produtos não alimentares de origem animal como o calçado, roupa, móveis. Utilizam também os cosméticos e os produtos testados em animais e não deixam de ir à caça, pesca, touradas, jardim zoológico ou ao circo.

Agora que já sabe as diferenças, deve estar a perguntar-se se adotar uma alimentação vegetariana é saudável ou prejudicial. A verdade é que há muitas vantagens em optar por esta dieta, tantas que nem sei por onde começar.

Se pensarmos bem, percebemos que haverá uma ingestão menor ou até nula de gordura saturada, colesterol, proteína animal e um aumento do consumo de hidratos de carbono: fibra alimentar, magnésio, ácido fólico, vitamina C e E, carotenoides (componentes que atuam como antioxidantes no corpo. São úteis para proteger a visão e previnem a deterioração das células, os efeitos do envelhecimento, e algumas doenças crónicas) e outros fitoquímicos.

Tudo isto se converte num colesterol mais baixo; melhora a pressão arterial, diminuindo o risco das doenças cardiovasculares; menor risco de diabetes tipo 2; desce a probabilidade de se tornar obeso; reduz a possibilidade de vir a ter cancro; melhora o funcionamento do intestino; previne a osteoporose, uma vez que melhora a saúde dos ossos; reduz a possibilidade de ter alzeihmer; ajuda a prevenir ou tratar doenças renais; previne o aparecimento de alergias; traz mais energia; reduz a necessidade de recorrer a medicamentos. E como se tudo isto não bastasse… pode aumentar a esperança média de vida em cerca de 10 anos.

Se ao ler esta crónica, ficou com vontade mudar a sua alimentação fique a saber que não deverá fazê-lo sem consultar o seu médico ou um nutricionista porque esta “dieta”, como qualquer outra, sobrevaloriza determinados grupos de alimentos e elimina outros que poderão ser essenciais ao seu corpo. Há que ter cuidado para garantir que colmata a carência de certas vitaminas e nutrientes, pois caso não o faça isso não será benéfico para a sua saúde.

Cada grupo de alimentos retirado deve ser equilibrado com outro alimento de igual valor nutricional.

Cuidados a ter

Após alguma pesquisa, reuni alguns cuidados que deve ter se quer seguir o tipo de alimentação vegan.

Por exemplo, comecemos pela soja. Percebi que tem tantos fãs como haters. Depreendi que há que a consumir com moderação (o que acaba por se aplicar a qualquer alimento que ingeramos). Deve então evitar alimentos de soja muto processados e optar por miso, tofu ou leite de soja.

E aqui fazemos uma pausa. Eu já tinha ouvido falar de tofu e tenho uma vaga ideia do que seja, mas miso… O que é miso? É um ingrediente tradicional da culinária japonesa feito a partir da fermentação de arroz, cevada e soja com sal. Resumindo e baralhando é uma pasta usada principalmente para fazer sopa.

Depois deste pequeno à parte, não se esqueça que deixar de comer alimentos derivados de animais não implica exagerar na junk food como as batatas fritas por exemplo. A comida processada contém valores nutritivos muito baixos e é uma fonte de calorias.

Percebi ainda que à partida irá precisar de um suplemento de ferro. Pois pode não ser suficiente aquele que encontra nos legumes, sementes de girassol, passas secas e escuras, folhas verdes.

Pode e deve abusar no cálcio, especialmente derivado de alimentos naturalmente ricos como a couve, amêndoa, soja, figos, laranjas, cereais ou leite vegetal.

Há uma vitamina que lhe vai fazer falta e poderá precisar de um suplemento. É a vitamina B12 que está presente sobretudo nos alimentos de origem animal. É essencial às células nervosas e sanguíneas. Sem ela poderá sentir mais cansaço, perda de apetite, problemas nervosos e até depressão.

Por último, não se esqueça também da proteína que ajuda a regeneração das células. As melhores fontes vegetarianas de proteína são soja, lentilhas, quinoa, feijões e seitan. O termo seitan soou-lhe estranho? É perfeitamente normal que isso aconteça caso não tenha estes hábitos alimentares que são aqui referidos. O seitan é um alimento proteico que deriva da proteína da farinha de trigo, denominada glúten. É parecido com carne, normalmente com uma cor acastanhada e textura esponjosa.

Caro leitor(a) espero que saia desta crónica mais esclarecido(a) e nunca se esqueça que o mais importante é ter uma alimentação equilibrada e consciente. À parte disso devemos aceitar as opções de cada um.

 

Voltamos a encontrar-nos em breve, por entre linhas e sorrisos.

Margarida Gaspar

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Sente-se à Mesa com o Ideias e Opiniões neste Natal

À medida que cresço, mais fico nostálgica quando chega o Natal. Os anos passam e à mesa sentam-se cada vez menos pessoas para jantar na noite de 24 de Dezembro e não há nada mais triste do que olhar para o lado e desejar que estivesse mais um prato na mesa para aquela pessoa especial que já partiu.

Torna-se por isso numa quadra em que para os adultos as emoções andam à flor da pele, em que tão depressa sorrimos como nos apetece chorar. De facto em criança não tinha ideia de com os passar dos anos o Natal perderia o brilho.

Mas com isto não quer dizer que não goste do Natal, porque gosto! Sabem porquê?
Porque o Inverno é uma estação muito triste, muito escura, fria e sem graça e no Natal há cor, luz e magia e tudo isso me conforta!

Na minha família, apesar de na noite de 24 de Dezembro sermos poucos, normalmente no dia 25 o cenário é bem diferente e parece que nos multiplicamos, e como eu gosto de uma mesa cheia com a família, aquece o coração.

Nesta crónica, vamos falar daquilo que se come na noite de Natal e confesso que não como praticamente nada do que é típico desta quadra. Sim, sou esquisita!

O rei da mesa certamente será o bacalhau, creio que deve estar perto de estar presente em 90% das casas dos portugueses certo?

A forma mais tradicional de o degustar é acompanhado com couve portuguesa, batata e ovo cozido, tudo regado com um bom azeite. Sabem quem o fazia bem? A minha avó Maria! A receita cá de casa é dela. Confesso que não me faz água na boca porque eu e o bacalhau não temos uma relação muito feliz. Para mim bacalhau só escondido, ou seja, à brás, com natas… Eu avisei que era esquisita…

A fazer as delícias de muito boa boca, surge também o polvo cozido, claro está, servido também ele em azeite e com batata cozida. Se eu gosto? Pois, também não.

Há também pratos de carne típicos como o borrego, o perú ou o cabrito assado no forno, acompanhado com batata assada. Isto sim já me faz água na boca, embora não seja o que normalmente como na noite de Natal. Costumo ficar-me por bacalhau com natas em versão de Natal. E porquê em versão de Natal? Porque leva couve.

Eis que chega a altura dos doces e aqui para mim o cenário ainda fica pior. Das duas uma, ou há doces vulgares como a mousse de chocolate, tarde de amêndoa, entre outros ou então adivinhem… não como nada porque não há nenhum, mas nenhum doce de Natal que eu aprecie. Quem agradece é a minha roupa porque acaba por não ficar apertada.

Numa mesa tradicional de Natal, a doçaria é composta por sonhos, farófias, filhós, azevia, fatias douradas, rabanadas, coscorões e aletria. Sempre que vejo coscorões lembro-me da minha Avó Adelaide que os devora com alegria.

Muitos de vós desse lado já estão a salivar não é seus gulosos? É difícil de acreditar que no meio de tudo isto não gosto de nada não é? Mas é verdade. Creio que a razão fulcral para não gostar de nenhum destes doces é o facto de praticamente todos levarem canela e eu não suporto essa especiaria. Ups!

 

Como não sou grande apreciadora das iguarias de Natal pelas quais muitos de vós aguardam o ano inteiro ansiosos, não me vai custar nada fazer de advogada do diabo nos parágrafos que se seguem. É que isto é tudo muito bonito mas, queimar estas calorias todas não é pera doce.

Apenas para pensar duas vezes antes de levar um sonho à boca sem pensar no amanhã saiba que são 388 calorias por unidade e que para as queimar precisaria de 93 minutos a caminhar ou 50 minutos a andar de patins em linha. Boa?

Vá, não se assuste, se comer farófias o estrago é menor, são 195 calorias por dose e teria de estar 46 minutos a caminhar ou 56 minutos a aspirar para as fazer desaparecer. Para donas de casa a segunda opção não é difícil de concretizar.

Filhós? Gosta? Pois saiba que casa dose tem 310 calorias! A solução? 74 minutos a caminhar ou então 43 minutos a jogar futebol. Pode sempre substituir um jogador do seu clube preferido na primeira ou segunda parte do jogo, boa?

As azevias equivalem a 368 calorias a unidade. Pode queimar tudo isso com 88 minutos a caminhar ou 60 minutos a nadar. Só lhe fazia bem!

E para não o(a) massacrar mais, apenas dizer-lhe que uma fatia dourada, (uma!) contém 379 calorias. E como as queima? 90 minutos a caminhar ou 48 minutos a andar de bicicleta.

Por esta não esperava não é? A fonte desta informação sobre o valor calórico e atividades é a Deco Proteste.

Não abuse. Há outras coisas nas quais pode abusar e que para além de não acumularem calorias até queimam outras. Rir, por exemplo! Ria, ria muito!

Desejo um feliz e doce Natal, junto daqueles que mais gosta e que lhe trazem calor ao coração!

E claro que esta crónica foi escrita ao som de uma playlist de Natal do Spotify. Ah, a música, inspiração nas horas de escrita! Nunca falha!

 

 

Votos de um doce Natal, que nunca falte amor!

Voltamos a encontrar-nos em breve, por entre linhas e sorrisos.

Até para o ano,

 

Margarida Gaspar

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Piódão, Uma Paragem Obrigatória

Há muito que se avistam placas com “Piódão” escrito, mas parece que nunca mais chegamos… Subimos, subimos, e voltamos a subir, num caminho sinuoso que parece não ter fim. Mas eis que lá do alto se avista ao fundo, bem lá no fundo o destino, e perto, cada vez mais perto, torna-se numa agradável surpresa. Bem-vindos ao Piódão.

“Vá para fora cá dentro”, esta frase faz-me tanto sentido. Precisamos de parar e olhar o nosso país com olhos de turista. Muitas vezes a maior das belezas está mesmo ao dobrar da esquina e não damos por ela porque vamos com a cabeça no trabalho, nos filhos, na escola ou simplesmente na lua.

Verdade seja dita, é difícil desligar não é? E difícil será também para alguns poupar dinheiro para umas mini-férias. Mas se tiver oportunidade, vá. E comece cá dentro, explore o seu país.

Fotografia da autoria de Margarida Gaspar.

Já foi até ao Piódão? Se sim, por certo que apenas terá boas recordações, se ainda não foi, deve considerar fazê-lo.

O Piódão é uma pequena e emblemática aldeia com casas de xisto, escondida na encosta de um vale da Serra do Açor, no concelho de Arganil, que pertence ao distrito de Coimbra. À data dos últimos censos tinha pouco mais de 170 habitantes.

É bonita na sua pequenez porque a simplicidade concede-lhe valor. As suas gentes são puras bem como a água, límpida, fresca e cristalina que encontramos a correr pelas ruas ou nas fontes públicas. Dominam a arte de bem receber. Há sempre mais um licor para provar, um queijo ou broa para degustação. Ninguém sai de lá de barriga vazia ou mal-humorado.

O que há para ver? Apesar da aldeia ser pequenina, cada recanto se torna uma admirável surpresa pela construção das casas, e a paisagem é extasiante.

Além disso, pode visitar a igreja matriz, a capela de são pedro (o padroeiro da aldeia), a capela das almas e o museu, onde vai ficar a conhecer melhor a história do Piódão, tradições e histórias.

Fotografia da autoria de Bruno Neves.

Embora o caminho para lá chegar possa ser complicado e um desafio para alguns carros, autocarros e afins, acredite que tudo isso se desvanece quando dá de caras com aquele pequeno paraíso.

A par de tudo, aquele cantinho é especial para mim, porque por entre aquelas gentes há sangue do meu: tios, primos e outrora, o meu avô paterno.

Depois de tudo isto, é claro que sou suspeita mas, vá por mim, e conheça o que de especial há neste cantinho bem português.

Voltamos a encontrar-nos em breve, por entre linhas e sorrisos,
Margarida Gaspar

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10 Características do Português Comum

O português tem um dom, sabe qual é? O dom de ser chico-esperto!

Porque estarei eu a dizer isto? Falando um pouco ao modo do “Vida Selvagem”, se observarmos com alguma atenção os comportamentos desta espécie, vamos conseguir, rapidamente, enumerar algumas características comuns a todos. Pois bem, essa lista chegou ao “Ideias e Opiniões”. Se se identificar com algum dos pontos, parabéns, é português a 100%.

Se, por outro lado, não se identifica com nenhuma característica, vá confirmar ao seu cartão de cidadão se realmente é português.

Mas, brincadeiras à parte, realmente há certas coisas que me irritam no comportamento de alguns de nós. Convido-vos a conhecer… as 10 características do Português comum!

1- Utiliza o lugar dos deficientes como outro qualquer.  

Quando chega a hora de estacionar, o tuga só não entra com o carro dentro das lojas porque não pode. Então, de repente parece que somos todos deficientes, porque não serve de nada esses lugares reservados estarem assinalados.

2- Contar os trocos que tenho na carteira? O quê? Isso dá muito trabalho.

Chega a hora de pagar, o tuga até abre a carteira, mas tem tanta moeda, ou “cascalho” como gosta de lhe chamar, e são tantas moedas “pretas” que dá muito trabalho contar. Ele até pode ter o valor da compra trocado, mas saca logo da maior nota que tiver na algibeira. Se o vendedor perguntar se tem trocos, ele diz que não tem, mesmo que o som que as moedas façam na carteira o denuncie.

3- Não gosta de esperar. 5 minutos são meia-hora.

Acabou de entrar na loja, está uma pessoa à sua frente. Passaram dois minutos e já está a “bufar” e solta a típica frase “já estou aqui há meia hora…”. Eu não sei onde é que os tugas compram os relógios, mas cheira-me que andam mais depressa do que o meu.

4- Cumprir horários não é com ele.

“Então combinamos para que horas? Às 18h, que é para apareceres às 18h30”. Portanto, a malta já faz o desconto a contar com os atrasos. Está certo, e quem se liga é aquela pessoa que é sempre pontual. E depois acontecem coisas que não lembram a ninguém… No dia em que o senhor pontual pensa “se chegar uns dez minutos depois tenho a certeza que vou ser o primeiro a chegar na mesma” e, nesse dia, os outros decidiram ser pontuais. Ele há coisas…

5- Passar na passadeira é para meninos.

A passadeira está apenas a uns metros, mas o tuga gosta de viver no limite, então mesmo que aviste um carro ao fundo, dá aquela “corridinha” e depois fica chateado porque levou uma “apitadela”. Está certo…

6- Tem de ser o primeiro em tudo.

O supermercado abre só às 9h, mas todos os dias às dez para as 9h, já está lá à porta e assim que o gradeamento começa a levantar, o tuga passa por baixo, todo curvado e corre, afinal, os produtos podem esgotar não é?

Fernando Pessoa e Zé Povinho

7- Cumprir Prazos? Não sabe o que é isso.

No dia 20 de Fevereiro… “Quando é que é para entregar o trabalho?”, “Dia 5 de Março”, “Ah, ainda falta…”

Dia 4 de Março… “Epah, ainda não fiz nada daquilo e é para entregar amanhã. Já sei, vou fazer uma direta!”

Pois é… o tuga é mestre em deixar tudo para a última.

8- A galinha do vizinho é sempre melhor.

Insatisfeito, é o nome do meio do tuga sabia? É… porque NUNCA ESTÁ SATISFEITO! Há sempre algum pormenor que fica aquém daquilo que o tuga pretendia.

Pede um café curto, mas ou é curto demais ou ficou muito alto. Recebeu uma fatia de bolo, mas fica chateado porque a do colega do lado era maior. No fim, deixa um resto de bolo no prato porque estava cheio…

9- Não tem dinheiro, mas as férias no Algarve são sagradas.

O tuga é um coitadinho. É, é. Tem sempre os bolsos vazios, mas o pequeno-almoço fora de casa não pode faltar.

O tuga… é um coitadinho. É, é. Não tem dinheiro, mas aquele Iphone, o último que saiu, é que não pode faltar.

O tuga, é um coitadinho. É, é. Não tem dinheiro, mas as férias no Algarve são sagradas, não passa sem elas, nem que até ao final do ano tenha de andar a comer uma “sandocha” ao almoço e ao jantar.

O tuga… é um coitadinho.

10- Está a chover? É o fim do mundo!

O tuga é um pessimista do pior. Começa a chover e para ele é logo o fim do mundo. Vê passar uma ambulância, é porque deve ter havido um grande acidente. Vai fazer um teste, sabe a matéria toda, mas não… diz que vai chumbar. Fez o teste diz que correu “bué da mal”… tira um 19…

 

Os tugas são assim, “pelo menos pr’a mim”.

A par de tudo, somos um povo do caraças, a “nação valente” cá do sítio.

Peço desculpa, mas tenho de ir, tenho o carro estacionado aqui à porta, em cima do passeio e acho que estão a apitar para eu sair…

Voltamos a encontrar-nos em breve, por entre linhas e sorrisos,
Margarida Gaspar

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