O Regresso às Aulas

Setembro é, um pouco por todo o lado, conhecido como o mês do regresso às aulas. Multiplicam-se as montras com material escolar, as promoções, a procura pelos manuais… Mas o regresso às aulas não é só sobre as compras próprias e necessárias desta época.

Há muito mais que é preciso relembrar, quer agora, quer durante o ano lectivo e que, por vezes, fica um pouco para trás perdido na confusão do dia a dia.

Nova Rotina

Talvez no primeiro dia não seja tão difícil, afinal o entusiasmo é um excelente amigo nestas horas. Mas, mais cedo ou mais tarde, acordar cedo vai acabar por ficar difícil e é melhor estar preparado. Comece a redefinir a rotina das crianças uns dias antes, aproximando o mais possível as horas de acordar, deitar, das refeições e dos banhos.

Não se esqueça também dos habituais trabalhos de casa. Se o seu filho tinha trabalhos de casa para as férias reveja-os com eles, veja se estão todos feitos ou se precisam de ajuda. Muitas crianças costumam deixá-los sempre para o fim. É aconselhável também incluir os trabalhos de casa na rotina diária da família, pois eles vão estar lá durante todo o ano lectivo. Tente tornar a hora de os fazer em algo divertido e não num fardo para as crianças e crie um pequeno espaço de estudo para eles em casa, algo agradável mas afastado de possíveis distracções como a televisão ou o computador.

Não se esqueça também de preparar esta nova rotina no que ao guarda-roupa diz respeito. Veja o que já não serve e compre o que fará falta, lembre-se de que o frio está quase aí e é muito mais fácil vestir os miúdos de manhã se a roupa certa já estiver ali à mão.

Alimentação

Não se esqueça, também, de assegurar aos seus filhos um bom pequeno-almoço antes de sairem para as aulas. É essencial para um bom desempenho. Se também lhes prepara em casa os lanches ou mesmo o almoço, tente que mantenham uma alimentação saudável. Evite refrigerantes e produtos muito açúcarados e nunca, mas mesmo nunca, inclua pacotinhos de açúcar na merenda! Se tiver dúvidas se deve ou não enviar algum alimento, pode sempre ler a lista de ingredientes. Saiba que eles aparecem por ordem de quantidade ou seja quando o açúcar é um dos primeiros da lista é porque é muito. Não se esqueça de enviar fruta e algum snack mais saudável. Há imensas receitas pela internet.

Estima-se que, em Portugal, uma em cada 3 crianças tem excesso de peso. Isto é mais grave do que parece. Actualmente, já se conhecem casos de crianças bastante novas com colesterol, tensão alta e problemas que habitualmente se associam a pessoas bem mais velhas.

Cuidados no caminho para a escola

Se o seu filho for a pé, planeie o percurso para a escola ou para a paragem de metro/autocarro. Leve-o a fazer esse percurso, antecipadamente, e ensine-o que não deve falar com estranhos ou fazer desvios para parques, terrenos ou outros locais. Ensine-lhe a respeitar os sinais de trânsito e as passadeiras e a ter cuidado extra quando chove.

Se for levar o seu filho de carro não se esqueça de usar as cadeiras adequadas para cada idade e de porem os cintos de segurança.

Cuidado com o Bullying

Separe um tempo para se sentar com os seus filhos, individualmente, e tentar perceber o que sentem com o novo ano lectivo que se aproxima. Se eles lhe parecerem mais nervosos do que seria de esperar, isso pode ser um sinal de alerta. Lembre-se que ao contrário do que muitos pais pensam, eles não lhe contam tudo.

Ensine-os que algumas atitudes estão erradas e explique-lhes que devem denunciar, caso sejam alvos ou presenciem uma situação assim. Se perceber que o seu filho ameaçou ou agrediu outra criança não tenha medo de o pôr de castigo para que a situação não volte a ocorrer. Pode ser dificil reconhecer, no próprio filho, um possivel agressor, mas não ignore a situação, pois isso só a fará ficar pior. Tente perceber as razões que o levaram a agir assim.

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O que visitar no Alentejo

Embora para muitos o Alentejo ainda seja apenas um sítio de passagem, ele é, cada vez mais, visto como um sítio que vale a pena explorar. As suas planícies, tantas vezes vistas apenas como sendo o celeiro de Portugal, têm na verdade recantos maravilhosos e místicos à espera de serem visitados. Afinal, que segredos se escondem no Alentejo?

 As Praias

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Vila Nova de Mil Fontes

 

Quando se fala em praia a primeira coisa que vêm à cabeça da maioria é o Algarve, mas, na verdade, o Alentejo não lhe fica nada atrás. Na costa alentejana temos praias de água límpida, praias com e sem ondas, praias turísticas ou áreas mais reservadas.

Começamos por Alcácer do Sal, à beira do rio Sado, que contempla a Península de Tróia. Lá encontramos praias como Comporta, São Torpes, Tróia e Sol Tróia e as praias de Sines. São uma boa opção para quem quer fugir da confusão das terras algarvias, ou para quem procura algo diferente. Pode ainda observar os golfinhos, visitar a região e deliciar-se com alguns dos petiscos da zona. A não perder, sobretudo, os pratos de peixe.

Já pertencente ao distrito de Beja temos Odemira, mais uma região repleta de praias. Uma das zonas mais conhecidas é a de Vila Nova de Mil Fontes, banhada pela foz do rio mira. A esta segue-se Almograve, menos conhecido e, portanto, uma zona bem mais calma.

Vem depois a famosa Zambujeira do Mar, conhecida sobretudo por ser onde se realiza o Festival de verão, Sudoeste. Conta com praias como a Praia dos Alteirinhos, a Praia de Nossa Senhora e a Praia do Tonel. Em Odemira temos ainda várias outras.

São praias atrás de praias, todas diferentes entre si, capazes de agradar a todos os gostos.

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Santo André, banhada de um lado pela Lagoa e de outro pelo mar

A Natureza

Para além das paisagens alentejanas, temos o Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, em Odemira. Este Parque Natural abrange algumas freguesias do distrito de Setúbal, do concelho de Odemira e ainda algumas do distrito de Faro e conta com uma fauna e flora únicas no nosso país.

Imagem relacionadaAinda dentro deste tema temos os chamados parques temáticos como o Badoca Safari Park, em Vila Nova de Santo André; o Monte Selvagem em Lavre; e o Fluviário, em Mora.

Badoca Safari Park conta com mais de 90 hectares de terra onde habitam mais de 60 espécies de animais. Tem macacos, girafas, lémures, gnus, cabras, cangurus, burros, zebras e muitos, muitos outros. É sem dúvida um sítio agradável para passar um dia em família e dar a conhecer aos mais pequenos todas estas espécies animais.

Em Lavre, no concelho de Montemor-o-Novo, encontramos o Monte Selvagem. É uma reserva de biodiversidade animal, que conta com 60 espécies diferentes em 20 hectares e está aberto ao público de Fevereiro a Outubro.

Em Mora, diferenciando-se dos anteriores pelas espécies que contém, temos o Fluviário, o maior aquário de água doce da Europa. Nele ficamos a conhecer o habitat de água doce e as diversas espécies que nele habitam. Um dos seus maiores actrativos são as lontras-de-garra-pequena e as lontras europeias.

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Lontras no Fluviário de Mora

A história

Embora o Alentejo nada deixe a desejar o seu interesse histórico é, sem dúvida, o seu ponto de destaque.

Évora, a capital do Alto Alentejo, foi nomeada pela UNESCO em 1986 como Cidade Património Mundial. Neste distrito encontramos marcos de várias épocas da história da humanidade.

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Cromeleque dos Almendres

A 12 km da cidade de Évora em Nossa Senhora de Guadalupe, encontramos o Menir e os Cromeleques dos Almendres, o maior recinto megalítico da Península Ibérica e um dos mais importante da Europa. Conta com 95 monólitos de pedra e está classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1974

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Anta de Pavia

 O Alentejo conta ainda com vários outros monumentos megaliticos, para quem tiver este tipo de interesse histórico: a Anta Grande do Zambujeiro, o Cromeleque do Xerez em Reguengos de Monsaraz, a Anta de Pavia e muitos, muitos outros.

De seguida, temos os castelos, outro dos importantes marcos para a história portuguesa. Embora alguns estejam claramente mais degradados, como o de Mourão, ou tenham um tamanho mais reduzido, outros há que dá gosto explorar.

Temos o castelo de Monsaraz onde a própria vila se insere, o Castelo da Rainha Santa Isabel em Estremoz, o de Vila Viçosa, Arraiolos, Montemor-o-Novo, Évoramonte, Marvão, entre muitos mais.

Na cidade capital do alto Alentejo temos o famoso Templo Romano, a Sé de Évora, a Igreja de São Francisco e logo ao lado a Capela dos Ossos, o Jardim Público e o Palácio de Dom Manuel, a Universidade de Évora, o Aqueduto da Água de Prata, as arcadas e a fonte da Praça do Giraldo…

O Templo Romano, conhecido erroneamente por Templo de Diana, situa-se num dos pontos altos da cidade e data do séc. I d.C. É provavelmente um dos monumentos mais conhecidos da cidade e, já que estamos na zona, porque não visitar o Museu de Évora, a Sé Catedral, a Biblioteca Pública (a mais antiga do país) ou o Jardim dos Namorados, com a sua fantástica vista sobre a cidade? Ficam todos mesmo ali ao lado.

Imagem relacionadaMais abaixo fica a Igreja de São Francisco, uma igreja do estilo gótico-manuelino reformada recentemente. Mesmo ao lado desta igreja encontramos a Capela dos Ossos, uma pequena capela cujas paredes estão repletas de ossos humanos desde o chão ao tecto. Foi contruída por monges franciscanos que pretendiam, não só resolver um problema de espaço, mas também mostrar a fragilidade da vida humana. Conta com mais de 5 mil esqueletos de monges e sobre o seu pórtico podemos ler “Nós ossos que aqui estamos pelos vossos esperamos”.

Ainda pertencente ao distrito de Évora, mas um pouco mais distante temos a Igreja de Nossa Senhora de Aires em Viana do Alentejo. Conta a lenda que, a sua construção estava planeada para outro local, mas todos os dias de manhã, quando os trabalhadores chegavam os materiais para a obra tinham sido mudados de sitio. Julgando-se ser essa a vontade da Santa, a Igreja acabou por ser construída no local onde os materiais eram encontrados e não no sítio inicialmente previsto. A Igreja acabou por se tornar um Santuário e, hoje em dia, reúne uma das maiores colecções de ex-votos do país.

Em Setúbal, temos os castelos de Alcácer do Sal e Santiago do Cacém e no distrito de Beja temos o castelo de Beja, o de Odemira, Aljustrel, Alvito, Moura, Serpa, entre outros.

Uma outra vila desta região que, sem dúvida, merece uma visita é Mértola, conhecida como Vila Museu pelo seu grande valor histórico. Além da própria vila vale a pena visitar o castelo de Mértola, o Parque Natural do Vale do Guadiana, a Basílica Paleocristã e o Pulo do Lobo.

E já que estamos ali tão perto, porque não dar um saltinho ao Alqueva, o maior lago artificial da Europa? Lá podemos ver a nova Aldeia da Luz com o seu Museu, a Aldeia da Estrela, que se viu rodeada pelo Guadiana com a subida das água, o paredão e a amieira.

 

O Alentejo em imagens

 

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Cromeleque dos Almendres, Nª Srª de Guadalupe

 

Rocha dos Namorados, Corval

 

Castelo de Beja

 

Capela dos Ossos, Évora

 

Castelo de Marvão

 

Santuário de Nossa Senhora de Aires, Viana do Alentejo

 

Mértola

 

Tróia, Setúbal

 

Santuário de Nossa Senhora da Visitação, Montemor-o-Novo

 

Castelo de Serpa

 

Monsaraz

 

Alqueva

 

Paço Ducal de Vila Viçosa

 

Parede em São Pedro do Corval, conhecido pelas olarias

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Adopção: Quando os Filhos Nascem do Coração

Ter um filho é uma das decisões mais importantes na vida de qualquer pessoa. Eles são o que há de melhor nesta vida. Tudo fica virado do avesso – para melhor e para mais complicado – quando uma criança entra na equação!

Mas e quando, por opção ou por saúde, uma gravidez não se encaixa nessa matemática? As opções que restam não são muitas. Em 2016 foram adoptadas em Portugal 311 crianças, menos 39 do que em 2015. No final de 2015 havia 1413 candidaturas de casais e 471 candidaturas singulares em espera.

O processo de adopção é demorado em Portugal, isso é um facto. Muitas pessoas chegam a esperar anos por uma criança. A burocracia é muita, a fila é longa e o tempo corre depressa. Mas nem sempre a demora se deve a isso.

Resultado de imagem para criançasExistem mais de 8 000 crianças institucionalizadas, mas dessas apenas uma pequena percentagem se encontra em condições de adoptabilidade. Primeiro é preciso comprovar o rompimento do vínculo afectivo biológico e depois a adoptabilidade tem ainda de ser aprovada, o que envolve mais burocracia.

Habitualmente o maior entrave à rapidez nas adopções é o perfil da criança que os candidatos pretendem. A maioria prefere bebés caucasianos, normalmente meninas, até 3 ou 5 anos no máximo. O típico cliché da “menina loira com carinha de anjo”.

Mas, a maioria das crianças para adopção ou são meninos, ou têm já mais idade ou têm irmãos, que têm de ser adoptados em conjunto, algo que muitos candidatos também não aceitam. Depois há ainda o caso das crianças com deficiências físicas ou mentais, que muito raramente são adoptadas.

E as crianças que não se encaixam nos perfis mais comuns dos adoptante lá vão ficando pelas instituições, vendo outros chegar e partir. E muitas passam lá toda a sua infância.

 

Tipos de adopção

               Adopção plena

A mais comum e a preferida dos candidatos. Neste tipo de adopção a criança perde todos os laços que tinha com a família biológica e passa a ter os mesmos direitos de um descendente natural da família adoptiva. Perde os apelidos de origem para ganhar os da nova família e, em alguns casos, pode ainda ser requerido que o seu nome próprio seja alterado.

Este tipo de adopção não é revogável.

Podem adoptar plenamente:

  • Duas pessoas casadas ou união de facto há mais de quatro anos e não separadas judicialmente de pessoas e bens ou de facto, desde que ambas tenham mais de 25 anos.
  • Uma pessoa singular com mais de 30 anos ou de 25 caso o menor seja filho do cônjuge do adoptante.
  • Pessoas com menos de 60 anos à data em que o menor lhe é confiado (com excepção para os casos em que o menor adoptado é filho do cônjuge)
  • Pessoas com mais de 50 anos apenas se a diferença de idade entre o adoptante e o adoptado não for superior a 50 anos (com algumas excepções).

 

               Adopção Restrita

A criança mantém quase todos os direitos e deveres em relação à família biológica. Pode receber apelidos do adotante, mas não perde os de origem e a adopção pode ser revogada, se o adoptante não cumprir os seus deveres. Este tipo de adopção pode ainda ser convertido em adopção plena.

Podem adoptar restritamente pessoas com idade compreendida entre 25 e 60 anos à data em que o menor lhes é confiado, período alargado se o menor for filho do cônjuge do adoptante.

 

O Processo de Adopção

Um processo de adopção leva o seu tempo. Primeiro tem de ser apresentada a candidatura a uma entidade competente que, por sua vez, procede a uma avaliação social e psicológica dos candidatos. Emite depois a decisão sobre a candidatura, num prazo que não deve exceder os seis meses.

Caso a candidatura seja aprovada os candidatos ficam então inscritos na lista nacional de candidatos à adopção, a aguardar proposta de uma criança para adoptar. É aqui que muitas vezes os processos se estendem mais, dependendo de existir ou não uma criança que se enquadre no perfil pretendido pelos candidatos e de existirem ou não mais candidatos em fila de espera que pretendam uma criança com o mesmo perfil.

Após a apresentação de uma proposta de adopção existe o chamado período de transição, que visa estabelecer o conhecimento e aceitação mútuos para adoptantes e adoptado.

Caso se veja que existe realmente adaptação a criança é confiada ao adoptante num período de pré-adopção, que também não deve exceder os seis meses. Durante este período a situação é sempre acompanhada e avaliada pela entidade competente que, caso verifique que existem realmente condições para uma adopção emite um relatório que remete para o candidato.

Este deve, por sua vez, remeter o relatório em conjunto com o pedido de adopção para o Tribunal de Família e Menores da sua área de residência. A adopção fica finalizada quando a sentença do tribunal é emitida.

 

Crianças Devolvidas

Este é provavelmente o maior flagelo da adopção. Um filho vira a vida de qualquer pai do avesso – para melhor, é claro – mas nem sempre é fácil. O certo é que, enquanto que com o filho biológico não há a quem o devolver, com um filho adoptado há. Então, por vezes, alguns adoptantes acabam por decidir devolver as crianças que resgataram das instituições.

Em 2016, houve 43 crianças devolvidas, 20 das quais com menos de 2 anos de idade. Pode até não parecer um número muito elevado, mas se pensarmos nos danos psicológicos que isso pode criar numa criança (que já se viu afastada da família biológica e é depois novamente “abandonada”) percebemos o quanto inqualificável é. As razões dadas pelos adoptantes vão desde divórcio, laços ainda existentes com a família biológica por parte do adoptado a outras ainda mais surpreendentes, como o cão da família que não gostava da criança.

Por isso, se pensa adoptar, é importante que pense muito e bem! Filhos são o que há de melhor nesta vida, sim. Mas dão muito trabalho e quase nunca (ou nunca, mesmo) são aquilo que se idealizou. As birras, os choros, os gritos, as más notas… tudo aquilo que vemos os filhos dos outros fazerem e dizemos “o meu filho nunca vai fazer isto”. Eles fazem. Todos fazem! Nós também o fizemos, quando tínhamos a idade deles.

Um filho é um compromisso para a vida toda, um compromisso do qual não se pode tirar férias. Está lá 24 horas por dia, todos os dias da semana, para sempre. Como se costuma dizer, escolher ter um filho é escolher viver para sempre com o coração fora do corpo. Consegue viver com isso?

Antigamente ter filhos era o destino de qualquer casal mas hoje é uma decisão que pode ou não ser tomada. E que deve, sem dúvida, ser bem pensada.

 

  Adopção internacional

Uma outra opção para quem decide enveredar pelo caminho da adopção é a adopção internacional. É ainda um processo pouco comum em Portugal.

Sem apoios do Estado pode tornar-se num processo bem mais caro, mas é também, algumas vezes, um processo bem mais rápido.

É ainda de relembrar que, em alguns dos países de origem das crianças as condições de vida das mesmas são muito piores do que em Portugal e que, uma vez adoptada uma criança de um país estrangeiro é necessário um cuidado extra para respeitar e ensinar à criança a sua cultura de origem.

A candidatura a este tipo de adopção é feita através da segurança social que, por sua vez, a envia ao país pretendido. É possível ser-se candidato simultaneamente à adopção nacional e à adopção internacional, sendo que é necessário para isso apresentar duas candidaturas diferentes. A situação do adoptante deve ser legalmente alterada assim que lhes seja confiada uma criança.

Os requisitos a este tipo de adopção são os do país do adoptante e os do país do adoptado. É habitual serem necessárias uma ou mais viagens ao país da criança e, por vezes, até mesmo algum tempo de estadia no local para poder conhecer a criança.

Alguns países:

  • Angola
  • Brasil
  • Bulgária
  • Burkina Fazo
  • Cabo Verde
  • Chile
  • Colômbia
  • Eslováquia
  • Estónia
  • Etiópia
  • Filipinas
  • Guiné Bissau
  • Hong Kong
  • Índia
  • Letónia
  • Lituânia
  • Macau
  • Mali
  • México
  • Moçambique
  • Moldávia
  • Nepal
  • Polónia
  • República Checa
  • S. Tomé e Príncipe
  • Tailândia
  • Ucrânia

 

Adopção – Casos Reais

Biológicos ou adotivos, os filhos precisam, às vezes, de cuidados especiais

Adoção: conheça três histórias emocionantes!

E num só ano a cegonha veio três vezes

Maria, a bebé que veio na cegonha metálica

João tinha uma mãe mas foi devolvido assim que a irmã nasceu

Pai conta sobre as férias em que viraram família

Primeiro casal homossexual a adotar criança [no Brasil] fala sobre Dia dos Pais

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Incêndio do Chiado – Os Amazens Grandella

Foi a 25 de Agosto de 1988 que Lisboa acordou para um pesadelo de que jamais se iria esquecer. Os Armazéns Grandella, do lado da Rua do Carmo, no Chiado, estavam a ser devorados pelo fogo.

Os Armazéns tinham sido construídos no início do século XX, por iniciativa de Francisco de Almeida Grandella, um empresário que tinha já um outro estabelecimento na Rua do Ouro.

Era um edifício com duas fachadas e acessos pela Rua do Ouro e pela Rua do Carmo. A fachada da Rua do Carmo tinha um relógio com duas figuras de ferreiros que batiam as horas e dois baixos relevos que representavam a Verdade e o Comércio. Fora inaugurado em Abril de 1907 e destacava-se por ser um marco do comércio moderno e um edifício ímpar na arquitectura vanguardista.

A Rua do Carmo contava então com altos canteiros de betão e era reservada aos peões, o que impediu o acesso das viaturas dos bombeiros. Ela foi por isso a rua mais afectada, mas não foi a única.

Os edifícios, contíguos uns aos outros, levaram a que o fogo se propagasse rapidamente pela Rua Garret e destruísse lojas, escritórios e casas, sendo que alguns destes ainda do séc. XVIII.

Desapareceram os Armazéns Grandella, a Perfumaria da Moda onde foi gravado o filme “O Pai Tirano”, os grandes Armazéns do Chiado, o Arquivo Histórico de Gravações de Som de Valentim de Carvalho, o Estabelecimento Eduardo Martins, a Pastelaria Ferrari, a Casa Batalha e vários outros, contabilizando um total de 18 edifícios.

Eram 3 de manhã quando o incêndio deflagrou. A combatê-lo estiveram 1.150 homens e 275 viaturas.

O incêndio foi extinto por volta das 12:30h, mas já era tarde de mais. A fúria do fogo tinha destruído um património histórico de valor incalculável, ceifado duas vidas humanas e 2 000 postos de trabalho. Havia ainda 70 feridos e 300 pessoas desalojadas. O inquérito levantado pela polícia foi arquivado em 1992 sem nunca se ter descoberto a causa do fogo.

Os bombeiros demoraram dois meses a retirar todos os escombros e foi só quase no fim desse tempo que encontraram o corpo de uma das vitimas mortais, um bombeiro.

A reconstrução foi projectada pelo arquitecto Álvaro Siza Vieira, sempre na tentativa de preservar o máximo possível das fachadas originais e  revalorizar o espaço.

Hoje em dia o Chiado voltou à normalidade, as suas ruas pulsam novamente de vida e não de cinzas. Mas, na memória de muitos dos que lá vivem ainda há a recordação do terror daquela manhã. Lisboa não mais voltou a ser a mesma.

Se as tragédias servem para alguma coisa, que seja para nos lembrar da importância de evitá-las. Em pleno mês de Agosto, não se esqueça da importância da prevenção na luta contra os incêndios.

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O mundo dos Livros: Amores e Dissabores da Leitura em Portugal

Breve História dos Livros e da Leitura

A escrita surge ainda na antiguidade, bem antes dos livros e do papel. Escrevia-se em tábuas de argila ou pedra e, mais tarde, em papiro. Foi só em 105 a.C que surgiu o papel e em 1455 que surgiu o primeiro livro impresso, a Bíblia, com a invenção da imprensa por Gutemberg.

Resultado de imagem para papiroA primeira biblioteca conhecida foi a de Nínive, na antiga Assíria (actual Iraque) que continha cerca de 25 000 placas de argila. No entanto, não podemos negar que a mais célebre seja a antiga Biblioteca de Alexandria (Egipto), destruída há muito.

Já a livraria mais antiga do mundo é portuguesa, a velha Bertrand do Chiado.

Em Portugal, uma das iniciativas mais marcantes no que ao mundo dos livros diz respeito foi a criação das Bibliotecas Itinerantes pela Fundação Calouste Gulbenkian, em 1958. O objectivo era implementar uma política de fomento da leitura através do livre acesso às estantes, empréstimo domiciliário e serviço gratuito.  Os livros saíram pela primeira vez à rua!

 

As Feiras do Livro

Portugal estreou-se nas feiras do livro em 1930, com a já famosa Feira do Livro de Lisboa, mas foi só após o 25 de Abril de 1974 que elas começaram a espalhar-se pelo país. A ideia era democratizar o acesso aos livros e à leitura, levando-o à comunidade a um preço mais acessível e permitir ainda às editoras e livreiros escoarem stock que de outra maneira dificilmente lhes sairia das prateleiras.

Resultado de imagem para feiras do livroÉ certo que isso nem sempre acontece. Quantos de nós, leitores, não tivemos já a decepção de esperar meses por uma feira do livro para no fim chegarmos lá e percebermos que afinal descontos nem vê-los? Ou pior, chegar lá e perceber que aquele livro que há tanto esperávamos para poder comprar viu, afinal, o seu preço ser aumentado só para depois ser posto em promoção ao preço original?

A vida de quem lida com livros nem sempre é fácil. Para os leitores mais ávidos, capazes de devorar capítulos atrás de capítulos, o preço de cada exemplar é sempre pesado demais para a carteira, a wishlist nunca tem fim e o tempo para leituras é cada vez menos. Para as editoras e os livreiros, que vivem do dinheiro das vendas, há-de parecer-lhes sempre pouco o que entra no bolso. Para os autores ainda pior, que têm de acumular profissões e trabalhos pois, afinal, ninguém sobrevive com direitos autorais em Portugal. Mas nem tudo é dinheiro e o prazer que este meio traz aos que nele entram é algo que muito poucos conseguem fazer.

Por isso, mais do que um lugar de compra e venda de livros as feiras do livro devem ser, acima de tudo, um ponto de encontro. Um ponto de encontro para leitores, autores e vendedores e para todos aqueles que, de uma forma ou de outra, amam os livros.

Lista das Feiras do Livro em Portugal

 

O papel das bibliotecas

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Muitos dizem por aí que as bibliotecas são uma coisa morta, ultrapassada. Verdade ou desconhecimento? Para um leitor férreo em tempos de crise as bibliotecas não são um poço seco, são antes o oásis no deserto.  E ao contrário do que muitos pensam, não estão vazias: há leitores, muitos leitores, no meio das suas estantes!

Em Portugal a noção de Biblioteca existe desde o séc. XIX e data de 1835 a primeira proposta de criação de uma Biblioteca Pública em cada distrito. Idealmente o seu serviço é completamente livre e gratuito, sem custos nem censuras para os leitores.  São ainda, mais do que sítios de exposição de livros, entidades vivas: formam leitores conquistando corações com livros; criam amizades (e, quem sabe, algo mais) nas pessoas que por lá se encontram; trazem companhia a quem está sozinho, actividades a quem procura o que fazer; e há mundos, muitos mundos, nas suas páginas.

Se é um amante dos livros e ainda não visitou a biblioteca da sua zona, eu digo-lhe: não sabe o que perde. Apesar de todas as dificuldades por que passam, de nem sempre terem todos os “livros do momento” e de as condições serem apenas as possíveis, há muito por desvendar nas prateleiras de um lugar assim. E se acha que o cheiro de um livro novo não tem igual, é porque ainda não conhece os rasgos de um livro mil vezes lido!

 

Encontre a biblioteca mais perto de si!

 

Os livros do momento

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         Resultado de imagem para o farmaceutico de auschwitz            Resultado de imagem para o ultimo amanha adamUm Mundo de Pernas Para o Ar
                                     O Porto das AlmasA Amiga

Escrito na Água de Paula Hawkings
Depois do sucesso de A Rapariga no Comboio, Paula Hawkings dá-nos agora a conhecer Escrito na água, a história de Nel e dos que a rodeiam. Neste policial Nel torna-se obcecada em descobrir o que se passa no rio, onde surgem constantemente cadáveres de mulheres, incluindo a melhor amiga da sua filha.

A Rapariga no Gelo de Robert Bryndza
O corpo de uma jovem rica e bela é descoberto debaixo de uma espessa camada de gelo num parque do sul de Londres. A vítima parecia ter uma vida perfeita mas então a inspectora chefe começa a perceber uma estranha relação entre este homicídio e a morte de três outras prostitutas encontradas estranguladas em outros lagos de Londres.

Nada Menos Que Tudo de Afonso Noite-Luar
O romance erótico chega agora em língua portuguesa, pela mão de Afonso Noite-Luar, num livro que promete ser tanto para homens como para mulheres.

Ao Fechar a Porta por B. A. Paris
Jack e Grace parecem ser o casal perfeito: ele é rico e belo, ela é encantadora e a dona de casa perfeita, muito dedicada à irmã com deficiência. Aos olhos da maioria parecem viver uma vida de sonhos. Mas porque será que Grace nunca sai sozinha nem atende o telefone? Porque será que as janelas do quarto têm grades?

O Farmacêutico de Auschwitz: Uma História Secreta do Holocausto de Patrícia Posner
Este livro conta-nos a história de Victor Capesius, o até agora pouco falado farmacêutico de Auschwitz. No campo Victor impunha um reinado de terror junto com os outros nazis já nossos conhecidos. É mais uma história de homicídio e ganância durante a II Grande Guerra, com mais uma das personalidades macabras desse tempo.

O Ministério da Felicidade Suprema de Arundhati Roy
Da mesma autora de O Deus das Pequenas Coisas surge agora O Ministério da Felicidade Suprema um conjunto de histórias capazes de levar o leitor a mergulhar de cabeça num universo indiano repleto de magia. As personagens, humanas e animais, vivas e mortas têm apenas uma coisa em comum: o amor.

O Último Amanhã de Adam Croft
Nick deixa a filha sozinha no carro apenas por alguns minutos, à porta de casa. Mas o que parecia ser uma distração sem importância acaba por se transformar no seu pior pesadelo quando Ellie, a menina de cinco anos, desaparece. Nick vê-se então dominado pelo pânico.
Mais tarde, a ameaça. Só voltará a ver a sua filha depois de matar a sua mulher…

Um Mundo de Pernas para o Ar de Elan Mastai

Tom Barren vive num mundo perfeito: a tecnologia solucionou todos os problemas da humanidade! Acabaram-se as guerras, a pobreza e os abacates pouco maduros! Mesmo assim Tom não é um homem feliz, pois perdeu a mulher que ama. É então que Tom encontra uma máquina do tempo e faz a parvoíce que qualquer apaixonado de coração partido faria: usa-a!

O Porto das Almas de Lars Kepler

Esta já nossa conhecida dupla de autores suecos conta-nos agora a história de Jasmin, uma mulher soldado para a qual tudo o que importa é o filho, Dante. Colocada no Kosovo Jasmin fica gravemente ferida e no hospital, entre a vida e a morte, a sua alma encontra uma misteriosa cidade portuária, o Porto das Almas. Conseguirá Jasmin sair da cidade de onde nunca ninguém saiu? E conseguirá ela salvar o seu filho da misteriosa cidade?

A Amiga por Dorothy Koomson

Cece Solarin muda-se para Brighton com o marido e os três filhos mas a experiência, que tinha tudo para ser o recomeço de que precisavam, acaba por alarme Cece. Os vizinhos andam com os nervos à flor da pele: uma mãe foi encontrada morta na escola das crianças, pouco tempo antes. Cece, preocupada com a segurança dos filhos, embrenha-se numa busca incessante pelo culpado. Ou culpada…

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